A estrutura é composta por elementos metálicos e translúcidos, que contrapõem ao uso abundante de madeira e vegetação, em busca de equilíbrio ambiental e conforto na edificação. Quando necessários, as fachadas são protegidas por sistemas de venezianas, brises e placas de policarbonato, trazendo eficiência térmica, ventilação natural e proteção visual para as lâminas. As estratégias variam também em relação ao uso e permeiam entre componentes de caráter público e privado. O projeto conta com áreas voltadas ao lazer e esporte, bem como uma série de rasgos entre os pavimentos a fim de potencializar iluminação natural e ventilação cruzada. Por fim, a integração com o metrô é feita por duas estruturas de tronco de cone que ligam o subterrâneo à placa, direcionando o usuário para o interior da edificação.
Este projeto permeia uma quadra central de Copacabana nos arredores do metrô Siqueira Campos, sendo um dos grandes núcleos da zona sul do Rio de Janeiro na medida em que inúmeras camadas tipológicas da cidade se entrelaçam em um uma equação de desordem e inacessibilidade. Para resolver esta questão, se propõe um edifício polivalente a fim de catalisar a região em uma matriz de reestruturação. O uso misto da edificação proposta engloba os edifícios públicos de saúde, segurança e transporte presentes na quadra, bem como torres de habitação e inúmeras estações de trabalho e comércio. Todo o programa sustenta-se a partir de uma placa mãe subdividida em duas faces por um eixo central de circulação. Este hardware garante que toda distribuição de fluxos e demandas da quadra seja posta de forma a sustentar a existência dos componentes alocados em seus encaixes, conforme slots e peças em uma grande máquina computadorizada, proposta a receber softwares variados de uso.